julho 18, 2008

O BADALAR

O principio incerto
do começo tênue de um olhar
e estremece o cobre ondulante
de dentro da mente vazia

uma freqüência incerta
e é so um toque da sua mão
mas resplandece a vibração sonora
de fora pra dentro do sino

não é parelho a borboletas no estomago
mais similar a visão da descoberta
sem palavras descritivas pra explicar
a sua boca me farta de adjetivos

de onde veio tanta glória ?
fica difícil acreditar
que seda fina se enlace com farrapos
mais um minuto e a loucura nos alcança

isso é um sonho ?
só pode ser um sonho ...
não sei se não dormi, ou ainda não acordei
de onde você veio ?

e o badalar não para
escuto sinos germinando e batelando
o tempo todo na minha cabeça
você passa e de novo, e de novo...

onde diabos esta meu senso
hoje já foram um zilhonesimo de vezes
pensamentos entorpecidos
e você esbarrando de la pra cá

acho que estou doente
ou será que é a cura ?
blemm... blemm...
mais uma vês estagnado

minhas pernas estremeceram agora
um forte pensamento me tomando
uma lembrança de um suspiro que te dei
Saudades ? mais já ?

Sobriedade oscilante, ou inerte loucura
não pode ser ...
de novo não ...
blemm... blemm...
blemm...


Os sinos tocam anunciando a loucura
e minha cabeça manda um sinal pro peito
vai ser só mais uma aventura
a trezentos batimentos por segundo

...

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Lipooo!!!

Adorei esse!
"Saudades, mais já?"
É ótimoooooooo

hauhauahuahuahau

Agora to com uma proposta de blog novo!
Qdo tiver tempo dah uma olhada! Ah e linka aki!

Bjão

julho 23, 2008  
Blogger Unknown said...

Adorei, adoro e sempre vou adorar este tempo que o segundo parou em minha vida.
Este "badalar" que também badalou em mim!...
Beijos!!

fevereiro 09, 2009  
Anonymous Anónimo said...

Quase 20 anos depois isso ainda faz sentido....

O MESMO BADALAR
o começo já não é mais começo
e ainda assim alguma coisa treme
não tão ingênua quanto antes
mas insiste...
um ruído baixo
quase educado
como se pedisse licença
pra bagunçar tudo de novo
é só um toque
ou talvez nem isso
uma lembrança mal resolvida
encostando no pensamento
e vibra...
não explode como antes
não me toma de assalto
mas fica
latejando por dentro
como sino rachado que não desaprende o som
não são borboletas
isso eu sei agora
é mais pesado
mais denso
quase consciente demais pra ser só encanto
de onde vem isso outra vez?
eu já não deveria saber lidar?
já não passei por isso antes?
...ou nunca passou de verdade?
o badalar volta
menos alto
mais profundo
blemm...
ele não grita
ele insiste
blemm...
se repete nos intervalos
nos silêncios
nos espaços onde achei que havia controle
e você nem precisa estar aqui
isso é o pior
você acontece
mesmo ausente
onde foi parar minha certeza?
em que momento eu troquei segurança
por esse ruído familiar?
não é loucura como antes
ou talvez seja
só que agora eu assisto
quase cúmplice
quase consciente demais pra fugir
e inconsciente demais pra impedir
blemm... blemm...
o corpo responde mais devagar
mas responde
o peito ainda acelera
não a trezentos
mas o suficiente pra me denunciar
isso de novo não...
...ou isso nunca foi embora?
eu deveria rir disso?
ou aceitar?
é doença antiga?
ou sinal vital?
cura?
blemm...
talvez eu tenha aprendido
não a evitar o som
mas a reconhecer o sino
e mesmo assim...
ele toca
e toca
e toca

março 18, 2026  

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